Noel, o poeta de Manchester
Dezembro 10, 2007
Esse post dá início à pomposa série Os Versos Mais Geniais da História do Rock. Em destaque, o dito cujo em questão:
Some Might Say
Noel Gallagher
Some might say that sunshine follows thunder
Go and tell it to the man who cannot shine
Some might say that we should never ponder
On our thoughts today cos they will sway over time
Some might say we will find a brighter day
Some might say we will find a brighter day
Cos I’ve been standing at the station
In need of education in the rain
You made no preparation for my reputation once again
The sink is full of fishes
She’s got dirty dishes on the brain
It was overflowing gently but it’s all elementary my friend
Some might say they don’t believe in heaven
Go and tell it to the man who lives in hell
Some might say you get what you’ve been given
If you don’t get yours
I won’t get mine as well
Some might say we will find a brighter day
Some might say we will find a brighter day
Cos I’ve been standing at the station
In need of education in the rain
You made no preparation for my reputation once again
The sink is full of fishes
Cos she’s got dirty dishes on the brain
And my dog’s been itchin’
Itchin’ in the kitchen once again
Some might say
You know what some might say
Essa canção foi o primeiro single do álbum (What’s The Story) Morning Glory?, o segundo do Oasis, lançado em 2 de outubro de 1995. Escrita por Noel Gallagher, foi a primeira música do grupo a atingir o topo das paradas inglesas.
Noel em momento genial. Não acham?
Lips like… sugar?
Dezembro 6, 2007
Just Like Honey
Listen to the girl
As she takes on half the world
Moving up and so alive
In her honey dripping beehive
Beehive
Its good, so good, its so good
So good
Walking back to you
Is the hardest thing that
I can do
That I can do for you
For you
Ill be your plastic toy
Ill be your plastic toy
For you
Eating up the scum
Is the hardest thing for
Me to do
Just like honey
Uma canção sobre sexo oral? Pode ser. Mas diz muito sobre o amor. E viva The Jesus and Mary Chain!
(O colunista dedica esse post a todos os leitores apaixonados)
Os Arctic Monkeys e a essência do sonho
Novembro 6, 2007
(Arctic Monkeys)
Well oh they might wear classic Reeboks
Or knackered Converse
Or tracky bottoms tucked in socks
Eis uma das grandes canções da segunda metade da década. A Certain Romance fecha o primeiro álbum dos Arctic Monkeys, Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not, lançado em 23 de janeiro de 2006. A peculiaridade histórica é que quando o disco saiu os Arctic já eram amplamente conhecidos dentro e fora da Inglaterra, com os dois compactos lançados em primeiro lugar nas paradas, com quase 40 mil cópias vendidas cada. O principal meio de divulgação até ali? A internet (o que não impediu que ele fosse um sucesso estrondoso de vendas).
O som da banda é veloz, vigoroso, agressivo, juvenil. Há momentos de calma, mas a tônica geral é a impetuosidade. A Certain Romance aparece para encerrar o disco com um ar de serenidade, talvez resignação. De uma certa forma, age de forma análoga ao que representa A Day In The Life para o Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, ou Champange Supernova para (What’s the story?) Morning Glory. São canções que têm algo de etéreo, parecem deixar algo pairando depois que o CD pára de tocar.
Musicalmente, representa uma espécie de síntese das possibilidades sonoras do grupo. Começa forte, com uma bateria marcial, e explode num som denso, de muita guitarra. Após uma sucessão de quebras rítmicas, um doce diálogo entre as guitarras, quase que simplesmente comentado pelo resto da banda. Aí é que chega a base melódica propriamente dita, com uma levada ska tranqüila, que flerta com The Libertines, e talvez mais discretamente com The Clash e The Jam.
Quase que paradoxalmente, a canção é absolutamente espontânea. Vendo os garotos – estão todos na fase dos 20 e poucos – tocando tem-se a impressão de que aquilo, para eles, é a coisa mais natural do mundo, quase algo fácil.
O vocal as british as it gets de Alex Turner dá um ar rasgado para versos que falam, no fim das contas, sobre a essência do rock’n roll. E o que ele está falando é muito sério: é a dor de viver em meio à ausência de romance. Essa falta dói, e muito. Não à toa, é a música favorita entre a banda para encerrar também seus shows. O impacto é fundo – o Anhembi parecia estar de alguma forma encantado após a saída deles do palco, na madrugada de segunda-feira. Sob uma lua monumental, parecíamos estar todos acolhidos dentro de algo maior, que unia todas aquelas pessoas.
