Um dos grandes (re)lançamentos recentes é a edição de aniversário de Thriller, a obra-prima de Michael Jackson. É de 1982, tempo em que Michael era um artista, e não essa coisa, digamos, ambígua e polimórfica que se tornou. E querem saber? Era um artista e tanto. De repente um link mandado por um amigo leva o colunista até essa preciosidade aqui:

E eis que, imediatamente, o colunista berra, a plenos pulmões: “MEU REINO POR UM MEGADRIVE!”

Ah, que nostalgia do Moonwalker:

Lembram? Isso, queridos leitores, ISSO É ANOS NOVENTA!

(Esse post contou com a colaboração de Gustavo Veiga)

Pensando melhor…

Abril 11, 2008

… vou promover o grande retorno do blog, com a entrevista com o criador do melhor disco de 2007, na segunda-feira.

Mas como do The Conte Sessions ninguém sai sem levar prenda, vai aqui um clipe, extraído do show Stop Making Sense. Talking Heads, a banda mais cool, original e iconoclasta do planeta. David Byrne é um gênio. Um gênio.

timmaia1.jpg

Amanhã se completam dez anos sem o nosso rei do soul. Tim Maia deixou um legado de canções que vão da mais pura fossa a um balanço suingado que rivaliza com outro mestre das pistas, Jorge Bem (que, aliás, prestou uma deliciosa homenagem ao “síndico” em W/Brasil). Sem falar na fase Racional, que rendeu dois discos que passaram décadas na condição de raridades cult e viraram verdadeira mania, obrigatórios nas discotecagens dos últimos anos. A verdade é que Sebastião Rodrigues Maia era um crooner com muito estilo.


 

 

 

Tão grande quanto a lista de hits memoráveis é o apanhado de lendas que cresceu em torno de Tim. Verdadeiras ou não – algumas das principais fontes não primam exatamente por um rigor histórico apurado –, fato é que as historias já perderam sua força individual em nome da mitologia. Beberrão, mulherengo, briguento, falastrão; Tim é nada disso e tudo isso ao mesmo tempo. Um personagem de si mesmo. Além de ser dono de um senso de humor e de um carisma (peculiares, é verdade) ímpares.


 

À frente de um dos conjuntos instrumentais mais infernais da MPB, a insana Banda Vitória Régia, Tim deixou gravações antológicas e inúmeros sucessos que sabemos de cor. Álbuns como Disco Club (1978) e O Descobridor dos Sete Mares (1983) são verdadeiros monumentos do que há de melhor em música dançante. E nesses dez anos de ausência não apareceu ninguém que pudesse sequer engraxar seus sapatos, quando mais botar tanta gente pra dançar como ele fez.

Afinal, quem não dança, segura a criança.

(Foto: Reprodução/netbureau.com.br)

O folkeiro Yankovic

Março 7, 2008

Uma heresia deliciosa. Weirda Al Yankovic e sua paródia de Subterranean Homesick Blues.

Toda feita, pasmem, de palíndromos.

O preferido do colunista é “Lonely Tylenol”. E o seu?

Muitos o amam, outros tantos o odeiam. Difícil mesmo é achar alguém indiferente a um dos criadores mais insanos da história do rock. Rock, jazz, clássico e qualquer coisa vagamente musical (ou ao menos para ele) – tudo cabia no som de Frank Vincent Zappa.

Álbuns como Uncle Meat (1969, trilha sonora do filme homônimo), One Size Fits All (1975) e  Jazz From Hell (1986) são e sempre serão sinônimo de modernidade e ousadia.

Nunca é demais rever You Are What You Is, uma bela amostra do que podia sair da cabeça do bigodudo. Um dos maiores clipes de todos os tempos, sem a menor sombra de dúvida.

Senhoras e senhores, que rufem as trombetas! O colunista tem o prazer de dar início a uma nova seção: One Hit Wonders. Com doses cavalares de nostalgia correndo pelas veias, é um espaço dedicado às bandas e artistas que ficaram para a história com apenas um hit. Mas são aqueles hits que, sabe-se lá como, muitas vezes conhecemos de cor. Enfim, que se abra o baú…

 

Para tanto, voltemos um pouco no tempo. Los Angeles, 1990. Enquanto gente como Nirvana e Mudhoney bombavam decibéis nas rádios, o cantor Shannon Hoon, natural de Lafayette, Indiana, juntava-se a outros quatro músicos magrelos e cabeludos para fazer shows em bares da cidade. Nascia ali o Blind Melon.

 

Após alguma repercussão local, a banda assinaria um contrato com a Capitol para o lançamento do primeiro disco, Blind Melon, que sairia em setembro de 1992. Um pouco antes, porém, um conterrâneo e velho amigo de Hoon o chama para participar de algumas músicas do álbum novo de sua banda. Nada de mais, se esse amigo não fosse Axl Rose, se a banda não fosse o Guns ‘N’ Roses e se o disco não fosse o Use Your Ilusion

 

O flerte com o Guns trouxe os holofotes para o Blind Melon. O estouro nas paradas, porém, viria em 1993, com o single No Rain. A canção tocou exaustivamente pelo mundo afora, e a banda chegou a fazer shows de abertura nas turnês de Lenny Kravitz e Neil Young. Em 1994, duas indicações para o Grammy e uma participação no controverso festival Woodstock II. 

 

Nem tudo, porém, eram flores. Hoon já tinha um longo e complicado histórico com drogas. O segundo disco, Soup, veio em setembro de 1995. Mas não houve tempo para nada. Hoon foi encontrado morto no dia 21 de outubro, vítima de overdose de cocaína. Era o fim. Em 1996 ainda sairia o álbum póstumo Nico (nome da filha de Hoon, que contava apenas 3 meses quando da morte do pai), com algum material inédito, demos e sobras de estúdio descartadas dos outros discos.  


Os outros integrantes ressuscitaram a banda no ano passado, com novo vocalista, mas tudo leva a crer que é mais uma daquelas aventuras mediúnicas caça-níqueis. O público vai mesmo é para ouvir No Rain, de fato uma baita canção. E o clipe? Mais anos 90, impossível.

 

Happy Valentine’s Day

Fevereiro 14, 2008

Caros leitores, com licença, por favor.

Esse post vai para a mulher mais linda do planeta.

Happy Valentine’s Day, Kat.

Sobre tocar com o coração

Fevereiro 12, 2008

Aproveitando o ensejo do post anterior, aqui vai um pequeno tesouro. Arcade Fire, tocando Neon Bible e Wake Up no Olympia, em Paris, em 19 de março de 2007.

É, literalmente, de arrepiar.

E ficam os voltos para que eles voltem logo pra cá; dessa vez, quem sabe, com uma estrutura decente.

Ska ska ska!

Fevereiro 7, 2008

O colunista admite que anda relapso, mas garante que está em franco processo de regeneração. Não desistam do blog!

Enquanto isso, um clipe entre os mais queridos deste colunista. A Message to You, Rudy, dos The Specials. Singeleza, suingue e muito – muito – estilo. Com direito até a solo de trombone. Uma jóia entre outras belas canções da banda; Gangsters, Ghost Town e Too Much Too Young são alguns dos maiores clássicos do ska.

Os Specials provaram que música e militância podem andar juntas e redundar em algo divertido. Bem divertido.

Lips like… sugar?

Dezembro 6, 2007

Just Like Honey

Listen to the girl
As she takes on half the world
Moving up and so alive
In her honey dripping beehive
Beehive
Its good, so good, its so good
So good

Walking back to you
Is the hardest thing that
I can do
That I can do for you
For you

Ill be your plastic toy
Ill be your plastic toy
For you

Eating up the scum
Is the hardest thing for
Me to do

Just like honey

Uma canção sobre sexo oral? Pode ser. Mas diz muito sobre o amor. E viva The Jesus and Mary Chain!

(O colunista dedica esse post a todos os leitores apaixonados)