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Amanhã se completam dez anos sem o nosso rei do soul. Tim Maia deixou um legado de canções que vão da mais pura fossa a um balanço suingado que rivaliza com outro mestre das pistas, Jorge Bem (que, aliás, prestou uma deliciosa homenagem ao “síndico” em W/Brasil). Sem falar na fase Racional, que rendeu dois discos que passaram décadas na condição de raridades cult e viraram verdadeira mania, obrigatórios nas discotecagens dos últimos anos. A verdade é que Sebastião Rodrigues Maia era um crooner com muito estilo.


 

 

 

Tão grande quanto a lista de hits memoráveis é o apanhado de lendas que cresceu em torno de Tim. Verdadeiras ou não – algumas das principais fontes não primam exatamente por um rigor histórico apurado –, fato é que as historias já perderam sua força individual em nome da mitologia. Beberrão, mulherengo, briguento, falastrão; Tim é nada disso e tudo isso ao mesmo tempo. Um personagem de si mesmo. Além de ser dono de um senso de humor e de um carisma (peculiares, é verdade) ímpares.


 

À frente de um dos conjuntos instrumentais mais infernais da MPB, a insana Banda Vitória Régia, Tim deixou gravações antológicas e inúmeros sucessos que sabemos de cor. Álbuns como Disco Club (1978) e O Descobridor dos Sete Mares (1983) são verdadeiros monumentos do que há de melhor em música dançante. E nesses dez anos de ausência não apareceu ninguém que pudesse sequer engraxar seus sapatos, quando mais botar tanta gente pra dançar como ele fez.

Afinal, quem não dança, segura a criança.

(Foto: Reprodução/netbureau.com.br)

One Response to “Sem falar no Calabouço, Flamengo, Botafogo”

  1. Marina Says:

    http://www.youtube.com/watch?v=Sce1SSzuNzs

    Esse é genial!

    “Fui estacionar a minha asa-delta!”


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