Beleza que dói

Janeiro 25, 2008

Há exatos 30 anos a Joy Division fez seu primeiro show com este nome (após abandonar o antigo “Warsaw”, na discoteca Pips, em Manchester. Com a palavra, Deborah Curtis:

“(…) Tocaram o que pareceu muito pouco tempo para um público que finalmente aderira à aura especial da Joy Division. Eu estava sentada no alto das escadas sobre a pista de dança e reparei num fã que correu à frente do palco e apanhou rapidamente uma lista caída dos temas, escrita nos grandes rabiscos de Ian. Achei graça ao facto de alguém querer coleccionar aquilo quando só tinham pago sessenta libras à banda para tocar.” *

Era o início de um vôo intenso e curto – em termos de “vida” da banda. A mitologia acerca da banda, porém, só cresceria com o passar dos anos. A poesia rasgada e doída de Ian Curtis é universal, atemporal, pois toca a essência de qualquer um que tenha um arremedo de coração.

Nossas frustrações são do tamanho dos nossos sonhos. Ou da ausência deles.

* Deborah Curtis, Carícias Distantes. Lisboa: Assírio & Alvim, 1996.

One Response to “Beleza que dói”

  1. Felipe Mendes Says:

    Alô Alô…Escrevendo sobre samba e lendo sobre rock!


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