Notícias do Planeta Terra
Novembro 12, 2007
A coluna esteve no Planeta Terra e acompanhou alguns dos shows. Começou no main stage com 20 minutos de Lilly Allen, que, apesar de simpática e de pilequinho, entrou morna e sem graça. Por esse início, não pareceu estar à altura da reputação que lhe é imputada. Não animou.
De lá, caminhada para o indie stage para ver o Cansei de Ser Sexy. E os brasileiros mais londrinos do festival cumpriram as expectativas. Com um set list poderoso, botaram o público – do qual boa parte conhecia bem as músicas – para dançar e tocaram até música nova. Deixou uma torcida no ar para que não demorem mais um ano e meio para cruzarem o Atlântico novamente.
De volta ao palco principal, foi a vez do Devo (foto)mostrar que não é a cor dos cabelos que define o quão rock’n roll se pode ser. Destilaram hit atrás de hit (a coluna só sentiu falta de um dos grandes, Working in the coal mine), conversaram, dançaram, fizeram suas coreografias robóticas e mongolóides e jogaram diversos objetos na platéia, de chapéus a bolinhas e parte de suas roupas. Deu para constatar como suas críticas, muitas delas já com mais de 20 anos, permanecem atualíssimas (ou ainda mais que então, se bobear). Foi o grande show da noite.
Corrida para o indie stage, para tentar pegar o finzinho da apresentação do The Rapture. Foi o tempo de ouvir três músicas, o suficiente para mergulhar no universo sonoro da banda e ficar com vontade de ver muito mais. Oxalá a organização do ano que vem tenha um mínimo de bom senso na hora de montar a grade de programação.
Para encerrar, os ingleses do Kasabian subiram ao main. Cheios de
pose, fizeram um show que, se não foi ruim, também não teve nada de memorável. O público pareceu só pegar fogo mesmo no bis – algo errado, não? Impressionante como a banda soa menor no palco do que em seu ótimo disco de estréia, Kasabian, de 2004. Seria melhor se o vocalista Tom Meigham (foto ao lado) não tentasse imitar Liam Gallagher a cada instante.
Fica a sugestão para que o Terra faça um workshop (grandes empresas adoram esses termos, que são o ápice do hype para o RH) com o pessoal da TIM, já que o maior atraso que a coluna enfrentou foi o do Kasabian, de….. 12 minutos (além de limpeza, conforto e absoluta inexistência de filas). E, depois, freqüentem algumas aulas de física, já que shows como o do Devo e o do Rapture não podem acontecer ao mesmo tempo.
Novembro 12, 2007 at 2:33 pm
Foi um dos melhores dias da minha vida.
Concordo com todos os comentários do colunista Guilherme “I’m walking over cotton” Conte.
Beijos!
Novembro 12, 2007 at 2:54 pm
Sem esquecer do momento em que Fernanda Takai entra no palco pra agarrar um DEVO e é imediatamente retirada por um dos roadies! Show MARAVILHOSO!!!
Novembro 12, 2007 at 3:17 pm
Ah! Gui, concordo com a falta de planejamento em relação aos shows do DEVO e do Rapture, voto em você pra próximo organizador do evento!!
Novembro 13, 2007 at 2:38 pm
Você viu Devo. Meus parabéns, isso é que é sorte na vida!
Abraço!